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O Brasil pode, em breve, ampliar sua presença na seleta Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco. O Maracatu Nação — também conhecido como maracatu de baque virado — é o mais novo candidato oficial à honraria, após a entrega do dossiê de candidatura ao comitê internacional da Unesco. A proposta será avaliada até o fim de 2026.
A candidatura foi articulada pelos Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de mestres da tradição e representantes de associações de maracatus de Pernambuco e Olinda. O documento atende aos critérios exigidos pela Unesco: reconhecimento nacional, plano de salvaguarda e participação ativa dos detentores da tradição.
Reconhecido como patrimônio cultural do Brasil desde 2014, o Maracatu Nação é uma manifestação artística profundamente enraizada na cultura afro-brasileira. O cortejo, marcado por elementos da realeza africana, é acompanhado por percussões intensas e fantasias elaboradas, mantendo viva a memória das coroações de reis do Congo em plena contemporaneidade. A expressão se mantém viva principalmente na região metropolitana do Recife, com forte presença em Olinda.
Caso seja aprovado, o maracatu se juntará a outros sete bens culturais brasileiros já reconhecidos pela Unesco, como o samba de roda do Recôncavo Baiano, o frevo, a roda de capoeira e o Bumba Meu Boi do Maranhão. A chancela internacional fortalecerá as ações de preservação e visibilidade dessa tradição, reconhecendo seu valor como patrimônio da humanidade.